Trabalho voluntário com a Terapia Floral na região de Mariana, MG, com as vítimas da barragem da Sam

E o trabalho de formiguinhas continua. Levar os florais às pessoas que estão sofrendo porque perderam seu espaço na vida está sendo desafiador.

É o processo de construir o próprio espaço da terapia floral. O acesso aos atingidos de Bento Rodrigues e Paracatu ainda é difícil, pois essas pessoas estão espalhadas em casas por toda região de Mariana. Conseguimos, Daniella e eu, uma sala para atender na clínica Previne da secretaria de saúde, onde organizaram uma equipe de médicos, psicólogos e nutricionistas para atender a essas pessoas.

Mas, nesse local, o espaço da terapia floral ainda tem que ser construído, pois os profissionais e os usuários ainda não a conhecem.

E, embora a necessidade de apoio emocional seja evidente nos relatos desses profissionais e moradores, o recurso mais empregado são as medicações psicotrópicas, por falta de investimento em outros. Como sabemos, existe uma indústria que sustenta isso. É difícil encontrar uma pessoa que não esteja usando medicação pelo menos para dormir ou ficar mais calmo.

Dessa vez, percebemos que o melhor caminho será através de visitas as pessoas que estão precisando e temos conseguido isso através do pedido de familiares que vamos encontrando pelo caminho, como uma menina de Bento Rodrigues que conheci hoje “por acaso”. Me contou sua história e disse que sua avó estava precisando muito, estava começando a “caducar” por causa do que aconteceu, estava confundido o lugar que está agora com o que morava antes, e está muito triste. Me levou à sua casa, onde fui muito bem recebida e abraçada por essa senhora, que logo quis voltar para sua cama e conversar lá mesmo. Apesar do sorriso franco, me falava da sua dor e me mostrava as caixas de remédios. Entre uns para suas condições físicas, estavam os ansiolíticos e antidepressivos deixados pelos agentes de saúde.

A partir dessas visitas conseguimos contatos de outras pessoas que também estão precisando, um vai indicando o outro e, com isso, estamos formando uma rede entre eles mesmos.

Em Barra Longa conseguimos nos reunir com a psicóloga e o psiquiatra do posto de saúde de lá, que foram bem receptivos ao nosso trabalho. Nos disseram que o índice de doenças mentais já era alto e agora está piorando e, mas uma vez, percebemos que o recurso mais usado é a medicação, até para as crianças que estão mais “agitadas”. As doenças físicas também aumentaram, principalmente as alergias e a dengue por causa dos destroços. Lá, a melhor formar de chegar às pessoas também é através das visitas.

Estamos cadastrando essas pessoas para retornarmos e, também, para aumentarmos o número de visitas com suas indicações. O grupo que fazemos no salão comunitário continua firme e forte, com resultados positivos. Um dos melhores relatos que ouvi foi: “Estou dormindo que é uma beleza!”.

Ainda essa semana, irei até Gesteira, um povoado da região que consegui visitar apenas na primeira vez que fui, pois nas outras vezes chovia muito e era impossível passar pela estrada de barro. Ouvi falar que já ocorreram ao menos cinco tentativas de suicídio e uma visita se faz urgente.

Nesse momento do trabalho, demos conta que o caminho que as flores estão abrindo é direto para as pessoas que precisam, sem intermediários. As flores são simples, não encontram complicação. Como o próprio método que o Dr. Bach criou. Se seguirmos isso no nosso trabalho, o resultado será certo. Quanto ao espaço da terapia floral, agora percebo claramente que é só deixar os egos de lado e deixar as flores passarem, que ele cresce.

Mais uma vez, minha gratidão a Sandra! Suas essências certamente estão abrindo esse espaço. Também a RioFlor que gentilmente nos ajuda com a divulgação para contribuições em dinheiro para esse trabalho continuar. E agradeço de coração as pessoas que têm contribuído, elas também estão fazendo a diferença! Ainda é um número pequeno perto do que estamos precisando, mas esperamos que isso também cresça.

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